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	<title>INFORMATIVOS &#8211; Medicoop</title>
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	<description>Cooperativa de trabalho de saúde</description>
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	<title>INFORMATIVOS &#8211; Medicoop</title>
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		<title>Ministério da Saúde repassa mais de R$ 6 milhões a municípios para aquisição de testes rápidos de gravidez</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Medicoop]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Nov 2024 02:35:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Com o objetivo de ampliar o acesso ao diagnóstico da gravidez, o Ministério da Saúde enviará R$ 6,3 milhões para que municípios e o Distrito Federal adquiram kits de teste rápido de gravidez (TRG), conforme portaria publicada no último dia 31, no Diário Oficial da União. A medida visa garantir que o TRG esteja disponível em todos [&#8230;]]]></description>
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<p class=" ">Com o objetivo de ampliar o acesso ao diagnóstico da gravidez, o Ministério da Saúde enviará R$ 6,3 milhões para que municípios e o Distrito Federal adquiram kits de teste rápido de gravidez (TRG), conforme portaria publicada no último dia 31, no Diário Oficial da União.</p>



<p class=" ">A medida visa garantir que o TRG esteja disponível em todos os serviços da atenção primária à saúde (APS), mesmo nos lugares mais remotos. “O teste rápido de gravidez é necessário para que as pessoas tenham acesso a diversos serviços no Sistema Único de Saúde (SUS), como a inserção do DIU de cobre, já que o dispositivo não pode ser colocado em quem já está gestante, além de permitir o início precoce do acompanhamento pré-natal”, explica Renata Reis, coordenadora-geral de Atenção à Saúde das Mulheres.</p>



<p class=" ">“Quando uma mulher chega a uma unidade básica em busca de um teste, ele precisa estar disponível, assim como um atendimento qualificado e humanizado para atender às suas necessidades de saúde”, defende.&nbsp;</p>



<p class=" ">Os recursos financeiros chegarão a&nbsp;todas as&nbsp;unidades da Federação, nos&nbsp;5.570 municípios brasileiros, e serão pagos em parcela única. O valor mínimo que cada município receberá é de R$ 200, valor estimado para a compra de 100 TRGs. O Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS), parte integrante do SUS e cuja responsabilidade é compartilhada com estados e municípios, também deverá receber os testes adquiridos pela gestão local.&nbsp;</p>



<p class=" ">O cálculo dos recursos para cada território leva em conta o valor unitário de um teste rápido de gravidez multiplicado pela estimativa do número de gestantes por município de residência.&nbsp;</p>



<p></p>



<p class=" "><strong>Planejamento reprodutivo</strong></p>



<p class=" ">A disponibilização do teste rápido de gravidez compõe um conjunto de ações que visam à garantia do planejamento familiar e reprodutivo das pessoas por meio do SUS. Isso implica não só a oferta de métodos e técnicas para a concepção e a anticoncepção, mas também o acesso a informações e ao acompanhamento na rede, em um contexto de escolha livre e informada.&nbsp;</p>



<p class=" ">Embora o aumento da oferta de TRGs beneficie especialmente as mulheres, o envolvimento dos homens no planejamento é primordial. O Ministério da Saúde defende uma abordagem ampla para dimensões que contemplem a saúde integral em diferentes momentos do ciclo de vida e, também, promovendo a corresponsabilidade dos homens.&nbsp;</p>



<p class=" ">O acesso à saúde sexual e à saúde reprodutiva é um direito humano reconhecido pelo Brasil. É responsabilidade do governo federal auxiliar estados e municípios e oferecer meios para garantir esse direito a todas as brasileiras.</p>



<p></p>



<p>Fonte: <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2024/novembro/ministerio-da-saude-repassa-mais-de-r-6-milhoes-a-municipios-para-aquisicao-de-testes-rapidos-de-gravidez">https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2024/novembro/ministerio-da-saude-repassa-mais-de-r-6-milhoes-a-municipios-para-aquisicao-de-testes-rapidos-de-gravidez</a></p>
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		<title>Brasil adota novo esquema vacinal contra a poliomielite</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Medicoop]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Nov 2024 02:34:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[INFORMATIVOS]]></category>
		<category><![CDATA[LEIS]]></category>
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					<description><![CDATA[A partir desta segunda-feira (4), o esquema vacinal contra poliomielite passa a ser composto, exclusivamente, por uma dose de vacina inativada poliomielite (VIP). A decisão do Ministério da Saúde em substituir as duas doses de reforço com vacina oral poliomielite bivalente (VOPb), a famosa ‘gotinha’, pela injetável levou em conta as novas evidências científicas para proteção contra [&#8230;]]]></description>
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<p class=" ">A partir desta segunda-feira (4), o esquema vacinal contra poliomielite passa a ser composto, exclusivamente, por uma dose de vacina inativada poliomielite (VIP). A decisão do Ministério da Saúde em substituir as duas doses de reforço com vacina oral poliomielite bivalente (VOPb), a famosa ‘gotinha’, pela injetável levou em conta as novas evidências científicas para proteção contra a doença. Com o avanço tecnológico, será possível garantir uma maior eficácia do esquema vacinal. </p>



<p class=" ">Para o diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações (DPNI), Eder Gatti, a mudança é significativa e pode ser observada no mundo inteiro. Países como o Estados Unidos e nações europeias já utilizam esquemas vacinais exclusivos com a VIP. </p>



<p class=" ">“O Ministério da Saúde está seguindo uma tendência mundial e está substituindo as duas doses de reforço com a gotinha por uma dose da vacina injetável, que tem uma plataforma mais segura e protege muito bem as nossas crianças”, explica Gatti.&nbsp;</p>



<p class=" ">Atualmente, há cerca de 38 mil salas de vacinação nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em todo o país. A meta do Ministério da Saúde é que a cobertura vacinal alcance 95% até o fim deste ano. Em 2023, a cobertura da VIP foi de 86,5% e a de VOP 78,2%, segundo as informações contidas na Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS).</p>



<p class=" ">O esquema vacinal anterior contemplava a administração de três doses da VIP aos 2, 4 e 6 meses e duas doses de reforço da VOP, a ‘gotinha’, aos 15 meses e aos 4 anos de idade. A partir de hoje, será necessária apenas uma dose de reforço com VIP, aos 15 meses,<br><br>Desta forma o esquema vacinal passa a ser:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>2 meses – 1ª dose;</li>



<li>4 meses – 2ª dose;</li>



<li>6 meses – 3ª dose;</li>



<li>15 meses – dose de reforço. </li>
</ul>



<p class=" "><strong>Coberturas vacinais</strong></p>



<p class=" ">A nova estratégia para uso do imunizante injetável é mais um passo para garantir que o Brasil se mantenha livre da poliomielite. O país está há 34 anos sem a doença, graças à vacinação em massa da população. </p>



<p class=" ">O Brasil tem se destacado positivamente no avanço das coberturas vacinais. Após enfrentar declínios desde o ano de 2016, em 2023 o país reverteu a tendência de queda de 13 dos 16 imunizantes do Calendário Nacional de Vacinação. E a vacinação contra a poliomielite no país é uma das causas do resultado positivo. </p>



<p class=" "><strong>O Zé Gotinha vai se aposentar?</strong></p>



<p class=" ">O famoso personagem Zé Gotinha, criado nos anos 1980, é o símbolo da luta contra a poliomielite e, além disso, foi usado para alertar sobre a prevenção de doenças imunopreveníveis. Mesmo com a mudança, ele continuará atuando em prol da vacinação e da vida. </p>



<p class=" ">“O Zé Gotinha não vai desaparecer, pelo contrário, ele continua firme e forte na defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e na promoção do PNI. Ele ajuda a promover não só o SUS, mas promover a vida, promover a vacinação”, reforça o diretor do DPNI. </p>



<p></p>



<p>Fonte: <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2024/novembro/brasil-adota-novo-esquema-vacinal-contra-a-poliomielite">https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2024/novembro/brasil-adota-novo-esquema-vacinal-contra-a-poliomielite</a></p>
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		<item>
		<title>Brasil celebra 10 anos do método Wolbachia de controle da dengue</title>
		<link>https://medicoop.coop.br/brasil-celebra-10-anos-do-metodo-wolbachia-de-controle-da-dengue/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Medicoop]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Nov 2024 02:33:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[INFORMATIVOS]]></category>
		<category><![CDATA[LEIS]]></category>
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					<description><![CDATA[Nos dias 30 e 31 de outubro, Curitiba (PR) sediou um evento que celebrou uma década de implementação do método Wolbachia no Brasil, uma inovação fundamental no controle de arboviroses como  dengue, chikungunya e Zika. Com a participação de representantes de 11 municípios beneficiados pela tecnologia, além de integrantes do Ministério da Saúde e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o encontro destacou [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class=" ">Nos dias 30 e 31 de outubro, Curitiba (PR) sediou um evento que celebrou uma década de implementação do método <em>Wolbachia </em>no Brasil, uma inovação fundamental no controle de arboviroses como  dengue, chikungunya e Zika. Com a participação de representantes de 11 municípios beneficiados pela tecnologia, além de integrantes do Ministério da Saúde e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o encontro destacou os avanços, desafios e perspectivas dessa iniciativa transformadora.</p>



<p class=" ">O método <em>Wolbachia</em> utiliza uma bactéria que, ao ser introduzida em mosquitos <em>Aedes aegypti</em>, impede a replicação dos vírus que causam essas doenças. Desde o início dos estudos no Brasil, em 2012, o número de pessoas contempladas pela tecnologia cresceu de cinco mil para mais de quatro milhões – e a expectativa é alcançar cinco milhões até 2025. Durante o evento, o secretário-adjunto de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Rivaldo Cunha, enfatizou a importância do avanço: “A implementação do método <em>Wolbachia</em> é um marco em nossa luta contra as arboviroses. Os investimentos realizados pelo Ministério da Saúde são essenciais para expandir essa tecnologia e proteger a saúde da população”. </p>



<p class=" ">A coordenadora-geral de Vigilância de Arboviroses, Lívia Vinhal, compartilhou a satisfação com os resultados obtidos até agora. “A troca de experiências entre os municípios beneficiados mostra que estamos no caminho certo. O método&nbsp;<em>Wolbachia</em>&nbsp;é uma solução sustentável e inovadora para o controle de doenças transmitidas pelo&nbsp;<em>Aedes</em>”, afirmou.&nbsp;</p>



<p class=" ">O evento contou com painéis que apresentaram experiências de municípios da Região Sul do Brasil, como Joinville (SC), Foz do Iguaçu e Londrina (PR), além de cidades da Fase 2 do projeto, incluindo Presidente Prudente (SP), Uberlândia (MG) e Natal. Nessas discussões, foram colocados os desafios enfrentados e os resultados encorajadores que vem sendo alcançados.&nbsp;</p>



<p class=" ">Curitiba foi escolhida como sede do evento devido à construção da maior fábrica de mosquitos&nbsp;<em>Aedes aegypti</em>&nbsp;com&nbsp;<em>Wolbachia</em>&nbsp;(wolbitos), que promete beneficiar mais de 70 milhões de brasileiros nos próximos cinco anos. Localizada no Parque Tecnológico da Saúde, a biofábrica será essencial para a produção em larga escala de mosquitos com&nbsp;<em>Wolbachia</em>.&nbsp;</p>



<p class=" ">Luciano Moreira, pesquisador da Fiocruz, líder do&nbsp;<em>Word Mosquito Program (WMP)</em>&nbsp;no Brasil, e responsável pela introdução e condução do método no país, compartilhou as expectativas em relação à biofábrica. “Estamos em um momento histórico. Com a construção de novas biofábricas, como uma prevista para o Ceará, a expansão do método se tornará ainda mais ampla, beneficiando mais cidades e aumentando a proteção da população”, enfatizou.&nbsp;</p>



<p class=" ">Durante a atividade, foi anunciada a implementação da tecnologia em seis novos municípios, incluindo Joinville, Foz do Iguaçu, Londrina, Presidente Prudente, Uberlândia e Natal, abrangendo cerca de 1,7 milhão de pessoas.</p>



<p class=" "><strong>Ações</strong></p>



<p class=" ">A atuação do Ministério da Saúde tem sido essencial para o progresso do método <em>Wolbachia</em>, com investimentos que evidenciam um sólido compromisso da gestão com a saúde pública. Para 2025, o ministério já anunciou um investimento de aproximadamente R$ 1,5 bilhão, valor que será destinado à aquisição de vacinas contra a dengue, insumos laboratoriais para a testagem de arboviroses, e à implementação de novas tecnologias, como o método <em>Wolbachia</em> e estações disseminadoras de larvicidas. Além disso, haverá suporte aos municípios para custeio assistencial, que será ajustado de acordo com as necessidades específicas de cada território. </p>



<p class=" ">Segundo Rivaldo Cunha, o método não apenas representa uma abordagem inovadora no controle de arboviroses, mas também traz consigo promessas de resultados duradouros e sustentáveis para a saúde da população brasileira. “O evento em Curitiba não só celebrou as conquistas passadas, mas também delineou um horizonte promissor para as próximas fases dessa iniciativa, reafirmando a importância da colaboração entre instituições e a necessidade de investimentos contínuos na saúde pública”, concluiu. </p>



<p class=" "><strong>Entenda o método</strong></p>



<p class=" ">A&nbsp;<em>Wolbachia</em>&nbsp;é uma bactéria encontrada em cerca de 60% dos insetos, incluindo alguns tipos de mosquitos, mas não ocorre naturalmente no&nbsp;<em>Aedes aegypti</em>. Quando introduzida nesse mosquito, a bactéria impede que os vírus da dengue, Zika, chikungunya se desenvolvam, contribuindo para a redução dessas doenças.&nbsp;</p>



<p class=" ">O método consiste na liberação de mosquitos&nbsp;<em>Aedes aegypti</em>&nbsp;infectados com&nbsp;<em>Wolbachia</em>, que se reproduzem com os mosquitos locais, formando gradualmente uma nova “população”, todos portadores da bactéria. Com o tempo, a proporção de mosquitos que contêm&nbsp;<em>Wolbachia</em>&nbsp;aumenta até atingir um nível estável, eliminando a necessidade de novas liberações. Esse efeito torna o método autossustentável e viável a longo prazo.&nbsp;</p>



<p class=" ">Os Wolbitos, como são chamados os mosquitos infectados pela bactéria, não são organismos transgênicos e, portanto, não sofrem modificação genética, além de não transmitirem doenças. A&nbsp;<em>Wolbachia</em>&nbsp;não pode ser transmitida para humanos ou outros mamíferos.&nbsp;</p>



<p></p>



<p>Fonte: <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2024/novembro/brasil-celebra-10-anos-do-metodo-wolbachia-de-controle-da-dengue">https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2024/novembro/brasil-celebra-10-anos-do-metodo-wolbachia-de-controle-da-dengue</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Três meses depois de perder parte do pulmão, jovem termina tratamento em Campo Grande</title>
		<link>https://medicoop.coop.br/tres-meses-depois-de-perder-parte-do-pulmao-jovem-termina-tratamento-em-campo-grande/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Medicoop]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Nov 2024 02:31:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[INFORMATIVOS]]></category>
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					<description><![CDATA[Após&#160;três meses, o&#160;jovem Paulo Henrique, de 22 anos, que perdeu parte do pulmão, finalizou o tratamento.&#160;Paulo perdeu parte do pulmão devido a uma pneumonia grave e um derrame pleural causados pelo uso de cigarro eletrônico. Paulo ficou semanas internado no Hospital Regional de Campo Grande, em&#160;tratamento. No dia 11 de agosto ele recebeu alta, porém, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Após&nbsp;três meses, o&nbsp;jovem Paulo Henrique, de 22 anos, que perdeu parte do pulmão, finalizou o tratamento.&nbsp;Paulo perdeu parte do pulmão devido a uma pneumonia grave e um derrame pleural causados pelo uso de cigarro eletrônico.</p>



<p>Paulo ficou semanas internado no Hospital Regional de Campo Grande, em&nbsp;tratamento. No dia 11 de agosto ele recebeu alta, porém, continuou o tratamento em casa. Na época, ele precisava&nbsp;voltar semanalmente ao hospital para acompanhamento. Ele também sentia&nbsp;fortes dores.</p>



<p>Dois meses após alta, atualmente ele está bem melhor, segundo a família, mas vive uma vida completamente diferente. Segundo a mãe de Paulo, Débora&nbsp;Sampaio, o filho&nbsp;ainda enfrenta sequelas da doença, que persistirão por toda a vida.</p>



<p>Segundo os familiares, o jovem deverá acompanhar a situação médica por toda a vida. &#8220;Ele não pode pegar peso, não pode correr, ficou com uma série de limitação no dia a dia. Quando puder trabalhar, só poderá em serviço leve&#8221;, afirma Débora.</p>



<p>Débora, que precisou pedir demissão para cuidar do filho, também teve a vida afetada. Na época, devido às dificuldades financeiras, a família precisou criar uma vaquinha para conseguir se manter.</p>



<p>Hoje, ela conta que finalmente pôde voltar a trabalhar. &#8220;Eu comecei a trabalhar agora. Quando eu receber, vou mandar um dinheirinho para ele, para ajudar, porque&nbsp;ele ainda não pode trabalhar. Só em alguma coisa levinha&#8221;.</p>



<p>Conforme a família, antes da doença, Paulo vivia uma vida normal. As complicações começaram a surgir após apenas quatro meses de uso do narguilé e do &#8216;pod&#8217;, um dos vários tipos de cigarros eletrônicos disponíveis no mercado.&nbsp;</p>



<p>O jovem começou a apresentar sintomas como tosse intensa, ignorados de início. A preocupação veio só quando, durante uma crise de tosse, também&nbsp;veio sangue. Foi quando ele buscou ajuda médica.</p>



<p>Os exames mostraram um quadro de pneumonia bacteriana severa e um derrame pleural. Os médicos identificaram que um de seus pulmões estava com três buracos, enquanto o outro havia necrosado.&nbsp;</p>



<p>O jovem passou por três cirurgias para remover o tecido necrosado.&nbsp;Débora&nbsp;conta o impacto devastador do diagnóstico.&nbsp;&#8220;Parte do pulmão do meu filho esfarelou na mão da médica. Agora ele tem só um dos pulmões funcionando, mas comprometido. O direito ficou só um pedacinho&#8221;.</p>



<p><strong>Uso de &#8216;vape&#8217; explode&nbsp;entre jovens e acende&nbsp;alerta</strong></p>



<p>Casos graves como o de Paulo não são isolados. A rápida popularização dos cigarros eletrônicos no Brasil preocupa médicos e autoridades de saúde, que alertam para os perigos ocultos nesses dispositivos.</p>



<p>Ao contrário da promessa de serem alternativas &#8220;mais saudáveis&#8221; ao cigarro, os vapes contêm concentrações elevadas de nicotina — até 57 vezes mais do que um cigarro comum. Além disso, metais como ferro e níquel, assim como outros produtos tóxicos, têm sido identificados nos líquidos utilizados, e estudos mostram que essas substâncias podem ser altamente cancerígenas.</p>



<p>Segundo Vera Borges, pneumologista do Instituto Nacional do Câncer (Inca), a rapidez com que os usuários de vape adoecem assusta. &#8220;Pessoas jovens com cinco anos de uso contínuo podem desenvolver DPOC [doença pulmonar obstrutiva crônica], uma doença extremamente limitante. Em um fumante comum, essa doença pode aparecer depois de trinta anos de uso&#8221;, afirma.</p>



<p>A epidemia do uso de vape entre os jovens acendeu o alerta em órgãos de saúde. No Brasil, a comercialização de cigarros eletrônicos é proibida desde 2009. No entanto, a presença de influenciadores digitais que promovem o uso em redes sociais impulsiona a sua disseminação, tornando-os um item popular entre adolescentes e jovens adultos.</p>



<p>Dados do Covitel (Inquérito Telefônico de Fatores de Risco para Doenças Crônicas Não Transmissíveis em Tempos de Pandemia) revelam que um em cada quatro jovens entre 18 e 24 anos utilizou &#8216;vape&#8217; em 2023, e que cerca de 12% dos usuários são atraídos pela “moda”.</p>



<p>A proposta de regulamentar o uso dos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs) tramita no Senado, mas enfrenta resistência. Oitenta entidades médicas, incluindo a Anvisa e o Ministério da Saúde, são contrárias à medida, argumentando que a liberação tornaria mais difícil o controle e combate dos riscos associados.</p>



<p>Até o momento, faltam mapeamentos abrangentes do Ministério da Saúde para medir o impacto dos vapes, o que dificulta a criação de políticas eficazes de enfrentamento.</p>



<p>Paulo Henrique ainda enfrenta um longo caminho de recuperação. &#8220;Meu filho amava cantar, e de repente não conseguia mais. Faltava ar. O vape causou um estrago, e poderia ser muito pior&#8221;, diz Débora.</p>



<p></p>



<p>Fonte: <a href="https://www.topmidianews.com.br/saude/tres-meses-depois-jovem-que-perdeu-pulmao-termina-tratamento/212105/">https://www.topmidianews.com.br/saude/tres-meses-depois-jovem-que-perdeu-pulmao-termina-tratamento/212105/</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>São Paulo registra 41 novos casos de mpox em uma semana, com concentração na zona sudeste</title>
		<link>https://medicoop.coop.br/sao-paulo-registra-41-novos-casos-de-mpox-em-uma-semana-com-concentracao-na-zona-sudeste/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Medicoop]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Nov 2024 02:28:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[INFORMATIVOS]]></category>
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					<description><![CDATA[A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo divulgou, na última terça-feira (5), o novo boletim epidemiológico sobre mpox (antiga varíola dos macacos). Até 31 de outubro, a capital registrou 574 casos da doença, 41 a mais que o boletim anterior. Na última semana de outubro, o número de casos subiu de 533 para 574, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo divulgou, na última terça-feira (5), o novo boletim epidemiológico sobre mpox (antiga varíola dos macacos). Até 31 de outubro, a capital registrou 574 casos da doença, 41 a mais que o boletim anterior.</p>



<p>Na última semana de outubro, o número de casos subiu de 533 para 574, um aumento de 7,7%. Esse crescimento foi bem maior que o da semana anterior, que foi de apenas 3,5%, com 18 novos casos confirmados.</p>



<p>A região sudeste da cidade concentra a maioria dos casos, com 170 registros, seguida pelas regiões central (165), norte (70), sul (63), oeste (59) e leste (45).</p>



<p>Apesar do aumento nos casos, a Coordenadoria de Vigilância em Saúde informou que não houve mortes por mpox em São Paulo neste ano. Desde maio de 2022, a cidade teve duas mortes e 3.609 casos confirmados da doença.</p>



<p>No estado de São Paulo, o número de casos em 2024 foi de 896, bem abaixo dos 4.129 registrados em 2022.</p>



<p>As autoridades reforçam a importância de medidas de prevenção: evitar contato direto com lesões de pessoas infectadas, manter uma boa higiene das mãos e não compartilhar itens pessoais.</p>



<p></p>



<p>Fonte: <a href="https://noticias.r7.com/sao-paulo/sao-paulo-registra-41-novos-casos-de-mpox-em-uma-semana-com-concentracao-na-zona-sudeste-06112024/">https://noticias.r7.com/sao-paulo/sao-paulo-registra-41-novos-casos-de-mpox-em-uma-semana-com-concentracao-na-zona-sudeste-06112024/</a></p>
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		<title>Marburg: entenda vírus com potencial pandêmico que preocupa a África</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Nov 2024 02:25:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Na última sexta-feira (27), o Ministério da Saúde de Ruanda confirmou casos inéditos no país de infecção pelo vírus Marburg. Amostras de sangue de pacientes que apresentaram sintomas compatíveis foram analisadas pelo Laboratório Nacional de Referência e testaram positivo para a doença. Dois dias depois, pelo menos 26 casos já haviam sido confirmados em sete dos [&#8230;]]]></description>
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<p>Na última sexta-feira (27), o Ministério da Saúde de Ruanda confirmou casos inéditos no país de infecção pelo vírus Marburg. Amostras de sangue de pacientes que apresentaram sintomas compatíveis foram analisadas pelo Laboratório Nacional de Referência e testaram positivo para a doença. Dois dias depois, pelo menos 26 casos já haviam sido confirmados em sete dos 30 distritos de Ruanda, sendo que mais da metade dos infectados são profissionais de saúde de duas unidades da capital Kigali.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1614321&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1614321&amp;o=node"></p>



<p>O último boletim divulgado por autoridades sanitárias de Ruanda esta semana contabiliza 31 pessoas infectadas e 11 mortes. Ao todo, 19 pacientes estão sendo mantidos em isolamento enquanto recebem tratamento.</p>



<p>O rastreamento e a testagem de pessoas próximas aos infectados, de acordo com o Ministério da Saúde local, está em andamento, com mais de 300 pessoas sendo monitoradas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) coordena as ações para controle e prevenção de casos no país e em nações vizinhas.</p>



<p>A entidade define a doença de Marburg como altamente virulenta e responsável por um quadro de febre hemorrágica com taxa de mortalidade que chega a 88%, dependendo da cepa e do gerenciamento de casos. Pertencente à mesma família do vírus Ebola, o Marburg provoca sintomas que começam de forma abrupta, incluindo febre alta, dor de cabeça severa e forte mal-estar. Muitos pacientes desenvolvem sintomas hemorrágicos graves em um período de apenas sete dias.</p>



<p><strong>&gt;&gt; Confira&nbsp;as principais perguntas e respostas sobre o Marburg (informações da&nbsp;OMS e do Centro de Controle e Prevenção de Doenças no Continente Africano &#8211; Africa CDC, na sigla em inglês):</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">O que é a doença do vírus Marburg?</h2>



<p>É classificada como uma enfermidade grave e, muitas vezes, fatal, causada pelo vírus Marburg. A infecção leva a um quadro de febre hemorrágica viral grave em humanos, caracterizada por febre, dor de cabeça severa, dor nas costas, dores musculares intensas, dor abdominal, vômito, confusão mental, diarreia e, em estágios muito avançados, sangramentos.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://imagens.ebc.com.br/gnIBFGLeAgpclUdpXIRf4HNJuhg=/463x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2024/10/02/marburg-1-1024x448.jpg?itok=MVJcKxa_" alt="Etiópia, 02/10/2024 - Imagem de microscópio da doença de Marburg. Foto: AfricaCDC/Divulgação" title="AfricaCDC/Divulgação"/></figure>



<h6 class="wp-block-heading">Etiópia, 02/10/2024 &#8211; Imagem de microscópio da doença de Marburg.<strong>&nbsp;Foto:</strong>&nbsp;<strong>AfricaCDC/Divulgação</strong></h6>



<p>A doença foi identificada pela primeira vez no município de Marburg, na Alemanha, em 1967. Desde então, há um número limitado de surtos, notificados em Angola, na República Democrática do Congo, no Quênia, na África do Sul, na Uganda e, agora, em Ruanda.</p>



<p>Em 2023, foram identificados dois surtos distintos de Marburg em dois países: Guiné Equatorial e Tanzânia. De acordo com a OMS, a doença figura como uma grave ameaça à saúde pública em razão de sua elevada taxa de mortalidade, além da ausência de um tratamento antiviral ou mesmo de uma vacina capaz de conter a disseminação do vírus.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como é&nbsp;a infecção pelo vírus?</h2>



<p>Inicialmente, seres humanos podem ser infectados&nbsp;ao entrarem em contato com morcegos Rousettus, um tipo de morcego frugívoro (que se alimentam de frutas) frequentemente encontrado em minas e cavernas. Já a transmissão de pessoa para pessoa acontece principalmente por meio do contato com fluidos corporais de pessoas infectadas, incluindo sangue, fezes, vômito, saliva, urina, suor, leite materno, sêmen e fluidos da gravidez.</p>



<p>A infecção também ocorre por meio do contato com superfícies e materiais contaminados com esses fluidos corporais. A doença não se espalha pelo ar.</p>



<p>A OMS alerta que o vírus, muitas vezes, se espalha de um membro da família para outro ou ainda de um paciente para um profissional de saúde que não utilize equipamentos de proteção adequados.</p>



<p>Pessoas infectadas permanecem transmitindo o Marburg enquanto houver carga viral no sangue, o que significa que os pacientes devem receber tratamento em unidades de saúde específicas e aguardar que testes laboratoriais confirmem o momento de retornar ao convívio em segurança.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais os sinais e sintomas?</h2>



<p>Os primeiros sintomas podem surgir logo após a infecção e incluem<strong>&nbsp;febre alta, calafrios, dor de cabeça intensa e cansaço intenso</strong>. Dores musculares também são sintomas iniciais comuns.</p>



<p>O quadro tende a se agravar com o passar do tempo, quando aparecem náuseas, vômitos, dores de estômago e/ou no peito, erupções cutâneas e diarreia, que podem durar cerca de uma semana.</p>



<p>Nas fases tardias da doença, é comum ocorrer sangramento em diversos locais do corpo, como gengivas, nariz e ânus. Os pacientes podem sofrer choque, delírio e falência de órgãos.</p>



<p>De acordo com a OMS, os sintomas de infecção por Marburg mais relatados são:</p>



<p><strong>&#8211; febre;</strong></p>



<p><strong>&#8211; dor nas costas;</strong></p>



<p><strong>&#8211; dor muscular;</strong></p>



<p><strong>&#8211; dor de estômago;</strong></p>



<p><strong>&#8211; perda de apetite;</strong></p>



<p><strong>&#8211; vômito;</strong></p>



<p><strong>&#8211; letargia;</strong></p>



<p><strong>&#8211; irritação na pele;</strong></p>



<p><strong>&#8211; dificuldade em engolir;</strong></p>



<p><strong>&#8211; dor de cabeça;</strong></p>



<p><strong>&#8211; diarreia;</strong></p>



<p><strong>&#8211; soluço;</strong></p>



<p><strong>&#8211; dificuldade para respirar.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Qual o intervalo de tempo&nbsp;até que os sintomas comecem a aparecer?</h2>



<p>A janela de tempo entre a infecção por Marburg e o&nbsp;<strong>início dos sintomas varia de dois a 21 dias</strong>. Alguns pacientes apresentam sangramento entre cinco e sete dias sendo que a maioria dos casos fatais geralmente apresenta algum tipo de sangramento – geralmente, em múltiplas áreas do corpo. Quadros de sangue no vômito e/ou nas fezes, por exemplo, costumam ser acompanhados de sangramentos no&nbsp;nariz, nas gengivas e na vagina.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“A morte pode ocorrer rapidamente e, geralmente, é causada por sepse viral, falência múltipla de órgãos e sangramento”, alerta a OMS.</p>
</blockquote>



<h2 class="wp-block-heading">Os vírus Marburg e Ebola provocam a mesma doença?</h2>



<p>A OMS&nbsp;classifica as duas infecções como raras e semelhantes, mas causadas por vírus distintos, ambos membros da família dos filovírus e com capacidade de causar surtos com altas taxas de mortalidade.</p>



<p>A doença de Marburg pode ser confundida com outros quadros infecciosos como ebola, malária, febre tifoide e dengue, em razão da semelhança dos sintomas.</p>



<p>Por esse motivo, apenas a testagem realizada em laboratório, utilizando amostras de sangue, tecido ou outros fluidos corporais do paciente, pode confirmar a infecção.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que fazer em caso de sintomas de Marburg?</h2>



<p>Se você ou alguém próximo a você apresentar sintomas semelhantes aos da infecção por Marburg, a orientação da OMS é entrar em contato com um profissional de saúde local para obter conselhos atualizados e precisos.</p>



<p>Em casos em que há resultado de teste positivo para a infecção, o atendimento precoce em um centro de tratamento específico é considerado essencial, além de aumentar as chances de sobrevivência.</p>



<p>Não existe tratamento específico para a doença. Entretanto, no intuito de maximizar as chances de recuperação e ampliar a segurança de pessoas próximas, todos os pacientes devem receber cuidados e permanecer em um centro de tratamento designado para esse tipo de caso até que sejam autorizados a sair. A OMS não recomenda o tratamento em casa.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Se você ou um ente querido testar negativo para doença de Marburg, mas ainda apresentar sintomas compatíveis, permaneça vigilante até que eles desapareçam e até que você seja liberado pelo seu médico”, destacou a organização.</p>
</blockquote>



<p>“Siga sempre os conselhos dos profissionais de saúde, já que podem ser necessárias análises laboratoriais adicionais em casos de resultado laboratorial negativo mas com paciente sintomático”.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como proteger do vírus?</h2>



<p>A melhor forma de prevenir a infecção por Marburg é evitar o contato com indivíduos ou animais infectados e praticar uma boa higiene, além de seguir outras medidas possivelmente recomendadas por governos e autoridades sanitárias locais.</p>



<p>Caso você more ou esteja viajando para áreas onde foi relatada a presença do vírus – ainda que não apresente sintomas e que não tenha entrado em contato com um&nbsp;paciente infectado –, a orientação é seguir medidas preventivas como:</p>



<p><strong>&#8211; procurar atendimento caso surjam sinais da infecção;</strong></p>



<p><strong>&#8211; lavar as mãos regularmente com sabão ou com solução para esfregar as mãos à base de álcool;</strong></p>



<p><strong>&#8211; evitar contato com fluidos corporais de pessoas com sintomas de infecção por Marburg, além de evitar o manejo do corpo de alguém que faleceu com sintomas da doença;</strong></p>



<p><strong>&#8211; ao parar em pontos de controle sanitários oficiais, aderir a quaisquer medidas preventivas em vigor, incluindo a triagem de temperatura e o preenchimento de formulários de declaração de saúde.</strong></p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://imagens.ebc.com.br/0RzGNmS6QrZANIZrA1X0n5PDVO0=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2024/10/02/ppe2-1024x512.jpg?itok=gpp2zBKY" alt="Etiópia, 02/10/2024 - Centro de pesquisa da doença de Marburg. Foto: AfricaCDC/Divulgação" title="AfricaCDC/Divulgação"/></figure>



<h6 class="wp-block-heading">Centro de pesquisa da doença de Marburg.&nbsp;<strong>Foto: AfricaCDC/Divulgação</strong></h6>



<h2 class="wp-block-heading">Tem tratamento da doença?</h2>



<p>Atualmente, não há tratamento disponível para pacientes diagnosticados com o vírus. Por isso, a OMS considera essencial que pessoas que apresentem sintomas semelhantes procurem atendimento precoce. </p>



<p>Cuidados de suporte, incluindo o fornecimento de hidratação adequada, o controle da dor e de outros sintomas que possam surgir deve ser feito por profissionais de saúde e é considerado a forma mais segura e eficaz de gerir a infecção.</p>



<p>O tratamento de coinfecções, como por malária, doença bastante comum no continente africano, também é definido como crucial para os cuidados de suporte contra o Marburg.</p>



<p>Segundo a OMS, terapias em fase de teste e ainda não aprovadas para o tratamento da infecção foram priorizadas para avaliação da entidade por meio de ensaios clínicos randomizados.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Existem vacinas?</h2>



<p>Até o momento,<strong>&nbsp;não existem vacinas</strong>&nbsp;aprovadas para prevenir a infecção pelo vírus Marburg. Há, entretanto, algumas doses atualmente em processo de desenvolvimento. “A OMS identificou a doença de Marburg como uma doença de alta prioridade para a qual se faz urgentemente necessária uma vacina”, informa a OMS.&nbsp;</p>



<p></p>



<p>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2024-10/marburg-entenda-virus-com-potencial-pandemico-que-preocupa-africa">https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2024-10/marburg-entenda-virus-com-potencial-pandemico-que-preocupa-africa</a></p>
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		<title>&#8216;Não tem que ter propaganda&#8217; de casas de apostas, diz diretora de saúde mental do governo sobre as &#8216;bets&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Medicoop]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Nov 2024 02:23:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[INFORMATIVOS]]></category>
		<category><![CDATA[INSTITUCIONAL]]></category>
		<category><![CDATA[LEIS]]></category>
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					<description><![CDATA[Campeonatos de futebol, vídeos em redes sociais, comerciais no horário nobre. Na TV, no celular, no computador ou nos estádios brasileiros, as operadoras de apostas online, popularmente conhecidas no Brasil como &#8220;bets&#8221;, são quase onipresentes. Um levantamento feito pela consultoria Kantar Ibope e divulgado no início do mês pela revista Meio &#38; Mensagem, aponta que, apenas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Campeonatos de futebol, vídeos em redes sociais, comerciais no horário nobre.</p>



<p>Na TV, no celular, no computador ou nos estádios brasileiros, as operadoras de apostas online, popularmente conhecidas no Brasil como &#8220;bets&#8221;, são quase onipresentes.</p>



<p>Um levantamento feito pela consultoria Kantar Ibope e divulgado no início do mês pela revista Meio &amp; Mensagem, aponta que, apenas em janeiro, as casas de apostas haviam injetado pelo menos R$ 2,4 bilhões no mercado publicitário do país em 2024.</p>



<p>Mas para a diretora do Departamento de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Sônia Barros, as empresas que atuam no ramo de apostas online não deveriam poder anunciar os seus serviços da forma como acontece agora.</p>



<p>A lei que regulamentou o funcionamento das chamadas &#8220;bets&#8221; no Brasil proíbe a publicidade desses serviços para crianças, não impõe proibições ou faixas de horário para a propaganda como ocorre com bebidas e cigarros.</p>



<p>Barros é doutora em Enfermagem, professora titular aposentada do Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Psiquiátrica da Escola de Enfermagem da USP e, desde 2023, comanda a diretoria de Saúde Mental do Ministério da Saúde.</p>



<p>Na entrevista, Barros admite que o Brasil não estava preparado para o aumento na utilização das bets resultante da liberação em 2018 e da posterior regulamentação do setor feita durante o primeiro ano do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).</p>



<p>&#8220;O país como um todo não está preparado para esse aumento. Vemos, por exemplo, que o Congresso, que autorizou o jogo há quatro anos, agora está surpreso com a repercussão que isso tem na vida das pessoas&#8221;, afirmou.</p>



<p>Ela diz ainda que o governo ainda não tem um diagnóstico sobre qual o tamanho da crise gerada pelo uso indiscriminado deste tipo de plataforma, embora dados do próprio ministério apontem para um aumento no número de atendimentos de pessoas relatando problemas com a compulsão pelos jogos.</p>



<p>Segundo a pasta, entre 2022 e 2023, houve um aumento de 53% no número de atendimentos relacionados a transtorno do jogo patológico no Sistema Único de Saúde (SUS).</p>



<p>Foram 1.290 atendimentos naquele ano contra 841 em 2022. Os dados parecem ainda mais alarmantes quando comparados ao registrado em 2018, ano em que as apostas online foram liberadas. Naquele ano, houve apenas 108 atendimentos, um número mais de 10 vezes menor que o registrado no ano passado.</p>



<p>Em meio às críticas geradas pelos casos de abuso e aumento do endividamento de usuários de apostas online, Barros admitiu que o governo não tinha um diagnóstico preciso sobre os impactos sociais e na saúde mental da população durante a regulamentação.</p>



<p>Ela disse, por exemplo, que o Ministério da Fazenda, que conduziu a regulamentação, não chegou a pedir um relatório sobre o assunto, mas que o Ministério da Saúde participou das discussões sobre o tema e conseguiu emplacar mecanismos que, segundo ela, reduziriam danos aos usuários.</p>



<p>Na entrevista, Barros também falou sobre as dificuldades para se encontrar soluções para as chamadas &#8220;cracolândias&#8221;, o aumento no número de casos de &#8220;burnout&#8221; no país e os impactos da descriminalização do porte da maconha para uso pessoal.</p>



<p><strong>BBC News Brasil – Qual é o tamanho do problema das bets no Brasil hoje em relação à saúde mental?</strong></p>



<p><strong>Sônia Barros &#8211;</strong>&nbsp;Nós não sabemos por que isso é um fenômeno novo para o Brasil. Os jogos, no Brasil, existem desde o século passado, mas com a abertura que foi feita em 2018 é que começamos a identificar o problema.</p>



<p>Temos muitos grupos de estudos que começaram a se dedicar a esse tema e nós, aqui no Ministério da Saúde, começamos a tentar identificar também quem é que está atendendo essa população dentro do SUS.</p>



<p>O que a gente conseguiu perceber é que houve um aumento no número de atendimentos, mas não podemos saber se houve aumento no número de pessoas atendidas.</p>



<p>Não podemos dizer que houve uma causalidade e que houve aumento no número de pessoas que nos procuraram. A gente supõe que sim, mas também supomos que, hoje, há uma preocupação maior em se fazer o registro, o diagnóstico, dada a visibilidade que o tema ganhou.</p>



<p><strong>BBC News Brasil – O Brasil estava preparado para o avanço das bets?</strong></p>



<p><strong>Barros &#8211;</strong>&nbsp;O país como um todo não está preparado para esse aumento. Vemos, por exemplo, que o Congresso, que autorizou o jogo há quatro anos, agora está surpreso com a repercussão que isso tem na vida das pessoas.</p>



<p>Eu digo ‘surpreso’ considerando as declarações que a gente escuta. Esta gestão, logo no primeiro ano de governo, se preocupou em fazer uma regulamentação [das apostas online] porque [no passado] haviam sido autorizadas [as apostas online] sem qualquer regulamentação. Foi o jogo pelo jogo.</p>



<p>O Ministério da Saúde foi procurado já o ano passado pelo Ministério da Fazenda, que já nos trazia essa preocupação. Diziam: &#8220;Olha, nós vamos regulamentar e estamos preocupados com a saúde das pessoas&#8221;.</p>



<p>Então, desde o ano passado, o Ministério da Fazenda nos convidou e tivemos a preocupação de contribuir para a regulamentação no sentido da prevenção, da redução de danos e encaminhamento [de pacientes] para o cuidado.</p>



<p><strong>BBC News Brasil – Dados apontam que a senhora teria tido apenas duas reuniões sobre o assunto&#8230;</strong></p>



<p><strong>Barros –</strong>&nbsp;É um equívoco. Me reuni sobre o assunto uma vez no ano passado e, neste ano, pelo menos seis vezes. Houve outras reuniões. Em algumas, eu não estive, mas outros técnicos foram. Mas o que isso significa?</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; O que queremos saber é: o quanto a saúde mental da população brasileira foi levada em consideração ao longo do processo de regulamentação?</strong></p>



<p><strong>Barros –</strong>&nbsp;Eu posso te afirmar que, sim. Foi [considerado]. Nós pudemos contribuir no processo de regulamentação fazendo sugestões, prevendo a possibilidade de redução de danos, das travas [para vetar apostadores vulneráveis].</p>



<p><strong>BBC News Brasil – No conjunto de documentos preparatórios divulgados pelo Ministério da Fazenda via Lei de Acesso a Informação sobre a medida provisória que regulamentou o funcionamento das bets, não consta nenhum relatório elaborado pelo Ministério da Saúde nem pela sua diretoria sobre os potenciais impactos à saúde mental das pessoas por conta das bets. O governo deveria ter procurado vocês ao longo do processo para tratar deste assunto?</strong></p>



<p><strong>Barros &#8211;</strong>&nbsp;Mas nós fomos procurados e nós conversamos bastante com o ministério.</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; E vocês elaboraram um parecer ou um relatório?</strong></p>



<p><strong>Barros &#8211;</strong>&nbsp;Não. Nós participávamos da discussão fazendo sugestões que foram perfeitamente acatadas.</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; Quais sugestões?</strong></p>



<p><strong>Barros –</strong>&nbsp;Fizemos sugestões para criar mecanismos para ajudar a redução de danos e sobre a prevenção da patologia [transtorno do jogo patológico]. Eram sugestões sobre travas para jogadores com problemas e para permitir a autoexclusão de jogadores.</p>



<p>As sugestões foram acatadas. Não tem relatório porque não foram pedidos. O que nos interessava era poder contribuir para que as pessoas tivessem menos danos com a questão do jogo [&#8230;] Já que foi permitido, uma vez que ninguém consultou a população quando foi autorizado, a ideia é fazer o que for possível para reduzir ao máximo possível os efeitos negativos disso na vida das pessoas.</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; Considerando que o jogo, esse tipo de jogo estava autorizado desde 2018, ainda que não regulamentado, quão necessário era ter um diagnóstico sobre o impacto das apostas online antes da regulamentação?</strong></p>



<p><strong>Barros –</strong>&nbsp;Acho que você deve perguntar ao Ministério da Fazenda, que é o responsável por essa regulamentação. O que nos cabe é o que estamos fazendo como, por exemplo, adotar medidas para expandir a rede [de atenção psicossocial] para poder atender as pessoas que tem um sofrimento mental por causa disso.</p>



<p>É importante lembrar o seguinte: o jogo causa sofrimento mental? Sim. Mas também precisamos entender que as pessoas procuram o jogo porque têm sofrimento mental e buscam [no jogo] algum tipo de alívio. Nós precisamos expandir a rede e estamos com projetos de capacitação de trabalhadores da rede de saúde mental.</p>



<p>Além disso, estamos planejando uma ampla campanha de divulgação para a prevenção com avisos em relação ao risco e aos danos que os jogos podem causar.</p>



<p><strong>BBC News Brasil – Já há uma data para o início dessa campanha?</strong></p>



<p><strong>Barros –</strong>&nbsp;Ainda não saberia dizer porque estamos preparando isso de forma muito cuidadosa [&#8230;] A ideia é que ela ajude a prevenir situações, promova a saúde e mostre os riscos. É claro que, na sequência, vamos ter necessidade de outras capacitações, de outras campanhas, mas essas são as medidas mais emergenciais.</p>



<p>Estamos, também, priorizando a habilitação de novos serviços CAPS AD [Centro de Atenção Psicossocial para Álcool e Drogas], que seriam os mais preparados para lidar com isso, considerando que o jogo pode ser considerado uma adição [vício].</p>



<p>É importante dizer, no entanto, que qualquer CAPS do Brasil, tem condições de atender pessoas com problemas relacionados aos jogos.</p>



<p><strong>BBC News Brasil – Especialistas com quem conversei me disseram exatamente o contrário. Eles afirmam que os CAPS não são preparados para essa nova realidade e que não teriam expertise para tratar do transtorno do jogo patológico&#8230;</strong></p>



<p><strong>Barros &#8211;</strong>&nbsp;O transtorno de jogo patológico, como qualquer transtorno da adição, requer as mesmas medidas. E se alguém te disse diferente, eu desconheço. Você deve estar se referindo a entrevistas dadas por trabalhadores em saúde mental que disseram que não estamos preparados [para atender esse público]. Aí, é preciso ponderar.</p>



<p>Estamos saindo de um período de gestão em que os CAPS foram completamente desmobilizados e danificados de todas as formas. As pessoas não têm capacitação há muito tempo, os CAPS não tinham reajuste há muito tempo&#8230; saímos de uma situação caótica [&#8230;] Quando o trabalhador diz que não tem capacitação, isto é verdade e por isso estamos providenciando. O serviço tem limitações? Sim, sem dúvida.</p>



<p>Com relação ao tratamento [para jogo], nós fizemos uma revisão da literatura internacional sobre o assunto, que é muito recente, e não há diferença significativa para o tratamento de outras adições, como álcool e drogas.</p>



<p>É claro que cada pessoa tem sua singularidade, assim como cada problema de saúde mental tem a sua, mas não existem grandes diferenças de tratamento para a compulsão pela droga, álcool ou pelos jogos. São os mesmos tratamentos: psicoterapia e medicamentos, quando necessário.</p>



<p><strong>BBC News Brasil – Esses especialistas também dizem que os governos vêm priorizando o viés de arrecadação em detrimento do impacto que as bets têm na saúde mental das pessoas. A senhora concorda com essa afirmação?</strong></p>



<p><strong>Barros &#8211;</strong>&nbsp;Acho que, mais uma vez, você tem que buscar o governo. Tanto aquele que liberou [gestão Michel Temer] quanto aquele que está regulamentando.</p>



<p><strong>BBC News Brasil – Mudando um pouco de assunto, dados divulgados pelo próprio Ministério da Saúde no primeiro semestre indicavam que apenas 38% dos municípios brasileiros tinham pelo menos um CAPS, que é uma das estruturas mais conhecidas do atendimento à saúde mental. O que explica esse vazio?</strong></p>



<p><strong>Barros &#8211;</strong>&nbsp;Neste momento, dos municípios que poderiam ter CAPS, aproximadamente 1.000 não têm. E não tem por que, muitas vezes, o município não pede ao Ministério da Saúde para implantar um CAPS. A gente vive pensando em formas de estimular um município a ter um CAPS.</p>



<p>Algumas vezes, isso ocorre porque o município já tem uma rede de atenção básica que acaba suprindo essa demanda de saúde mental. [Esses vazios] não existem porque nós não estimulamos ou não queiramos que os municípios tenham CAPS, mas somos entes federados e nós não podemos chegar num município e obrigá-lo a ter um CAPS. Isso tem que vir da autoridade municipal.</p>



<p>Tem também um outro fator: nós estávamos há quase 10 anos sem um reajuste nas verbas destinadas pelo governo federal à manutenção dos CAPS e isso é um desestímulo aos municípios. No ano passado, a gente fez uma recomposição e neste ano saiu outra e ainda deve sair mais uma neste ano.</p>



<p><strong>BBC News Brasil – Neste ano, o tema das chamadas &#8220;cracolândias&#8221; ou &#8220;cenas de uso de drogas&#8221;, voltou a pautar debates nas eleições municipais de São Paulo e de outras cidades. Por que é tão difícil encontrar uma solução para ele?</strong></p>



<p><strong>Barros &#8211;</strong>&nbsp;É difícil porque não está relacionado apenas ao uso da droga. Esse problema está relacionado a diversos fatores que têm a ver com a vida das pessoas e com a vida que, por vezes, é escolha dela, mas que também é determinada por outras circunstâncias. Para ter uma ação nesses grupos e segmentos é preciso ter uma ação intersetorial fortíssima.</p>



<p>É preciso incluir soluções de moradia, geração de renda, raça e gênero. Temos determinantes sociais agindo fortemente e determinando fortemente como essas pessoas vivem. Não é só por desejo delas. Temos um pensamento, e isso se aplica ao jogo, em que se pensa que o vício, seja sobre substâncias como drogas ou o jogo, é tido como um problema de caráter e não como uma doença.</p>



<p><strong>BBC News Brasil – E qual é a estratégia do governo federal para esse assunto?</strong></p>



<p><strong>Barros &#8211;</strong>&nbsp;Nós estamos trabalhando em conjunto com a Secretara Nacional de Políticas de Drogas [vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública]. Nós cuidamos da política de atenção às pessoas [&#8230;] nós temos trabalhado com cenários para pensar em como reduzir ou dar alguma diretriz para essa questão das cenas de uso.</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; Tem algum prazo para que essa estratégia seja lançada?</strong></p>



<p><strong>Barros &#8211;</strong>&nbsp;Não tem prazo porque pensar um projeto desse tipo implica encaminhamentos diferentes, como, por exemplo, para a questão da moradia. E isso o Ministério da Saúde não tem como resolver sozinho.</p>



<p>Estamos buscando essas parcerias [&#8230;] Enquanto isso, o que temos são os grupos que têm trabalhado com a população de rua, na redução de danos e tentando buscar residências para essa população. Sabemos que isso é uma medida ainda pequena e que precisa ser ampliada e que precisa ser vista como uma política maior.</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; Nesse ano, o STF descriminalizou o porte de maconha para uso pessoal. Quais os impactos já sentidos na rede de saúde pública em decorrência dessa decisão?</strong></p>



<p><strong>Barros –</strong>&nbsp;Não detectamos nada, por enquanto. Na semana passada, tive uma reunião com os coordenadores estaduais de saúde mental e com os que atuam nas capitais e não houve nenhum relato sobre isso.</p>



<p>Também não houve nenhum aumento na busca por atendimento. No entanto, como existe essa expectativa, o Ministério da Saúde e a Senad estão trabalhando conjuntamente para pensar em como vamos lidar com essa decisão [&#8230;] O que precisamos é pensar como será feito o encaminhamento do usuário.</p>



<p>O fato de que não haverá uma punição criminal não significa, necessariamente, que todo usuário pego com maconha será um problema de saúde.</p>



<p><strong>BBC News Brasil – Qual sua avaliação sobre essa decisão do ponto de vista da saúde mental? A decisão foi satisfatória?</strong></p>



<p><strong>Barros &#8211;</strong>&nbsp;Acho que é uma situação que não tem bom nem mau, né? O que nós entendemos é que fazer o uso dessa quantidade de maconha, isto porque não estamos falando de todas as drogas, aparentemente não é prejudicial.</p>



<p>Lembrando sempre que a questão do uso de drogas ou do jogo envolve outras questões de sofrimento mental. Isso tem a ver com o que antecede esse uso. O que leva as pessoas a esse uso.</p>



<p><strong>BBC News Brasil – Dados apontam que houve um aumento no número de casos da síndrome de burnout no Brasil. O Brasil saiu de 178 afastamentos laborais por burnout em 2019 para 421 em 2023. O Brasil vive uma epidemia de burnout?</strong></p>



<p><strong>Barros &#8211;</strong>&nbsp;Eu não creio que o Brasil viva uma epidemia de burnout. Temos que ver que muitas coisas aconteceram neste período. Desde um governo que, no meu ponto de vista, exaltava a violência e a tensão entre as pessoas, passando por uma epidemia [Covid-19] que matou muita gente [&#8230;] Foi um momento bastante crítico para se analisar. Há também o fato de que, agora, há mais gente estudando o tema e isso dá uma dimensão maior do problema. Mas não estou dizendo que o problema não existe. Estou apenas dizendo que ele começa a ter uma maior divulgação</p>



<p><strong>BBC News Brasil – Gostaria de encerrar entrevista com mais uma pergunta sobre as bets. A senhora comparou o tratamento ao jogo compulsivo ao dado à dependência de drogas e álcool. Hoje, no Brasil, há regras rígidas sobre a publicidade para bebidas alcóolicas e cigarros. Qual deveria ser o limite para a publicidade das bets?</strong></p>



<p><strong>Barros &#8211;</strong>&nbsp;Do meu ponto de vista, deveria ser igual ao cigarro. Começou tirando as grandes figuras, as grandes imagens e depois proibiu.</p>



<p><strong>BBC News Brasil – Na sua opinião, as bets deveriam ser proibidas de anunciar?</strong></p>



<p><strong>Barros &#8211;</strong>&nbsp;Deveria. A propaganda faz o que é papel dela que é seduzir e convencer o outro de que aquilo é um sinal de bem-estar, de estar bem na vida. Tudo o que ela produz é no sentido de criar uma imagem de que aquilo é só benefício. Veja as figuras que eles trazem [para fazer propaganda]. São todos bem-sucedidos. Não tem ninguém ruim de vida. É isso o que a propaganda traz.</p>



<p>Então, não tem que ter propaganda. É como no cigarro. Há um estudo que diz que o que faz efeito [sobre as pessoas] não é exatamente as imagens que estão nas caixinhas [de cigarro]. Aquilo, parece, não tem efeito sobre as pessoas. É a ausência de propaganda que faz mais efeito do que as caixinhas.</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; E a senhora acha que há um ambiente para que isso de fato ocorra no Brasil?</strong></p>



<p><strong>Barros &#8211;</strong>&nbsp;Não sei dizer. Eu creio que haverá uma forte tendência a colocar limites e limites sobre quem faz [a publicidade] e como faz. Mas garantir se será banido, eu não sei dizer. Apesar do interesse do grande capital porque o comércio e os bancos estão dizendo que o dinheiro está &#8220;fugindo&#8221;. É preciso saber quem vai ganhar essa queda de braço entre o capital internacional e as betas.</p>



<p></p>



<p>Fonte: <a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/clyzy468l99o">https://www.bbc.com/portuguese/articles/clyzy468l99o</a></p>
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		<title>Ministério da Saúde lança campanha nacional de controle da dengue, zika e chikungunya</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Nov 2024 02:19:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Para reduzir os casos e óbitos por dengue, chikungunya e zika no próximo período sazonal no Brasil, o Ministério da Saúde lança, a partir desta terça-feira (8), uma campanha nacional de conscientização e mobilização. Nos canais digitais da pasta, a veiculação começa hoje. Já nos canais abertos de televisão, rádio e locais de grande circulação, a ação será iniciada na [&#8230;]]]></description>
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<p class=" ">Para reduzir os casos e óbitos por dengue, chikungunya e zika no próximo período sazonal no Brasil, o Ministério da Saúde lança, a partir desta terça-feira (8), uma campanha nacional de conscientização e mobilização. Nos canais digitais da pasta, a veiculação começa hoje. Já nos canais abertos de televisão, rádio e locais de grande circulação, a ação será iniciada na quarta-feira (9). O objetivo é chamar a atenção para a eliminação dos criadouros do mosquito <em>Aedes aegypti</em> e incentivar a população a dedicar 10 minutos por semana para controlar os focos de reprodução do inseto.</p>



<p class=" ">Com o slogan &#8220;Tem 10 minutinhos? A hora de prevenir é agora&#8221;, a campanha orienta a população sobre a importância de remover criadouros do mosquito, além de fornecer informações sobre diagnóstico precoce, cuidados médicos, riscos da automedicação e a localização de postos de saúde. A campanha será amplamente divulgada por meio de TV aberta, rádio, internet, carros de som e pontos de grande circulação em todas as regiões do país.</p>



<p class=" ">A iniciativa integra as medidas de reforço do Ministério da Saúde para a prevenção e controle dessas doenças, além de garantir assistência à população nos períodos de maior risco.</p>



<p class=" ">A ministra da Saúde, Nísia Trindade, destacou que o governo está se preparando para o próximo período de chuvas, com foco na redução de casos e mortes por arboviroses. “Estamos implementando um plano de trabalho baseado na vigilância, no controle do mosquito transmissor e no fortalecimento das redes de saúde, especialmente em áreas periféricas. Entre as ações, estamos utilizando as Estações Disseminadoras de Larvicida, que ajudam a reduzir o desenvolvimento de larvas nos criadouros”, afirmou Nísia.</p>



<p class=" ">Ela também mencionou que a vacinação contra a dengue segue como uma estratégia importante, embora ainda esteja limitada pela disponibilidade de doses fornecidas pelos fabricantes. “O público e locais ainda são restritos em nosso país devido ao quantitativo limitado da vacina que recebemos dos fabricantes”, lembrou a ministra.</p>



<p class=" ">Durante discurso sobre mudanças climáticas na sessão plenária do Conselho Diretor da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas/OMS) em Washington, DC, no dia 1º de outubro, a chefe da pasta da Saúde reforçou o compromisso do Brasil, como atual líder do G20, de debater ações relacionadas às mudanças climáticas e sua relação com o aumento exponencial de doenças, como a dengue.</p>



<p class=" "><strong>Plano contra arboviroses</strong></p>



<p class=" ">Recentemente o presidente da República, Luiz Inácio da Silva e a ministra Nísia Trindade lançaram o Plano de Ação 2024/2025 para redução dos impactos da dengue e outras arboviroses. Com investimento de cerca de R$ 1,5 bilhão, a iniciativa busca diminuir os números de casos e óbitos por dengue, chikungunya, zika e oropouche no próximo período sazonal no Brasil.</p>



<p class=" "><strong>Número de casos</strong></p>



<p class=" ">Até 1º de outubro deste ano, o Brasil registrou 6.533.585 casos prováveis de dengue. Em 2023, foram 1.649.146. Em relação ao zika, até 21 de setembro último, houve 6.311 casos prováveis, contra 11.534 de 2023. Para a chikungunya, até este mês, foram contabilizados 258.396 casos prováveis, enquanto em 2023 o total foi de 158.060.</p>



<p></p>



<p>Fonte: <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2024/outubro/ministerio-da-saude-lanca-campanha-nacional-de-controle-da-dengue-zika-e-chikungunya">https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2024/outubro/ministerio-da-saude-lanca-campanha-nacional-de-controle-da-dengue-zika-e-chikungunya</a></p>
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		<title>Dia Mundial da Saúde Mental: Governo Federal aumenta custeio anual da Rede de Atenção Psicossocial em R$ 383 milhões</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Nov 2024 02:17:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Nesta quinta-feira (10), Dia da Saúde Mental, o Ministério da Saúde anunciou novas medidas para expansão dos serviços: aumento R$ 383 milhões do orçamento para custeio anual dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e Residências Terapêuticas, além da habilitação de 137 novos serviços da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) – apenas para o custeio dos novos serviços, serão repassados [&#8230;]]]></description>
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<p>Nesta quinta-feira (10), Dia da Saúde Mental, o Ministério da Saúde anunciou novas medidas para expansão dos serviços: aumento R$ 383 milhões do orçamento para custeio anual dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e Residências Terapêuticas, além da habilitação de 137 novos serviços da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) – apenas para o custeio dos novos serviços, serão repassados mais R$ 71 milhões em 2024. </p>



<p>Além disso, com foco nos desafios enfrentados pelo público infanto-juvenil, o Ministério da Saúde promove hoje e amanhã o “Seminário Internacional: Saúde Mental, Redes e Desafios Atuais &#8211; Crianças, Adolescentes e Jovens”, em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).&nbsp;</p>



<p><strong>Expansão do acesso: mais serviços e mais orçamento para a saúde mental no SUS</strong></p>



<p>O Governo Federal tem atuado para expandir o acesso da população a serviços de apoio psicossocial, com políticas pautadas nos direitos humanos e cuidado em liberdade. No ano passado, o Ministério da Saúde retomou a expansão da RAPS, que recebeu o primeiro reajuste desde 2016, com aumento de 26%.&nbsp;</p>



<p>Hoje, essa recomposição continua, com acréscimo de 383 milhões ao ano no orçamento, que serão direcionados para custeio dos CAPS e Residências Terapêuticas, cuja portaria está prevista para publicação na próxima semana. O anúncio foi realizado pela ministra da Saúde, Nísia Trindade, nas páginas oficiais da pasta nas redes sociais. “É uma importante medida para garantir a o cuidado de qualidade na rede pública do nosso Sistema Único de Saúde”, reforçou a ministra. </p>



<p>Desde 2023, 426 novos pontos de atenção já haviam sido habilitados, o que representou um acréscimo de R$ 500 milhões anuais incorporados ao teto da média e alta complexidade somente para a saúde mental. Além desse aumento, em portaria programada para a próxima semana, serão habilitados 63 novos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), 25 leitos de saúde mental, 52 Residências Terapêuticas (SRT), 4 Unidades de Acolhimento para adultos e para o público Infanto-Juvenil. Para esses novos pontos de cuidado, está previsto um valor anual de R$ 69,4 milhões. </p>



<p><strong>Evento internacional reúne especialistas para discussão sobre saúde mental infanto-juvenil</strong></p>



<p>Para ampliar a discussão cuidado e promoção da saúde mental infanto-juvenil, o Departamento de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas reuniu especialistas, gestores e profissionais de saúde para discutir experiências e práticas intersetoriais voltadas ao cuidado e apoio psicossocial voltado a crianças, adolescentes e jovens. Com palestras de especialistas de diversos países da América Latina, o evento vai até esta sexta-feira (11), com realização na sede da Opas em Brasília. Conta com transmissão virtual em espanhol e português. </p>



<p>Durante a abertura, a diretora do Departamento de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas (Desmad) do Ministério da Saúde, Sônia Barros, reforçou que uma das plataformas em que se apoia esse seminário é a garantia de direitos, especialmente a não discriminação, valorização do melhor interesse da criança, direito à vida e ao desenvolvimento, e direito de ser ouvida. Esses são os quatro princípios que compõem a Convenção sobre os Direitos da Criança, ratificado por 196 países, incluindo o Brasil.&nbsp;</p>



<p>Segundo a diretora, a Convenção “deve orientar nossas práticas profissionais, onde quer que nós estejamos, seja nas práticas intersetoriais, no sistema de justiça, na escola, na comunidade, nos processos de desinstitucionalização, na defesa dos seus direitos humanos, no apoio ao seu protagonismo, em cenários de violência, em contexto de uso de drogas, frente as barreiras encontradas por aqueles com espectro autista e, em outras situações que são mais ou menos adversas”, reforçou. Adotada pela Assembleia Geral da ONU em 1989, a Convenção sobre os Direitos da Criança é considerada, pela Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), como o instrumento de direitos humanos mais aceito na história universal.&nbsp;</p>



<p><strong>Saiba mais sobre os avanços para promover o cuidado psicossocial entre crianças, adolescentes e jovens</strong></p>



<p>Para 2024, projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam uma população de aproximadamente 59 milhões de pessoas na faixa etária entre 0 e 19 anos. Em 2002, o Ministério da Saúde instituiu, no Sistema Único de Saúde (SUS), Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) voltados para a infância, o que é considerada a inauguração do campo assistencial público para crianças e adolescentes com agravos severos na saúde mental. </p>



<p>Atualmente, existem 314 Centros de Atenção Psicossocial Infantil (CAPSi), com atendimento em todas as regiões e prioridade para crianças e jovens que apresentam transtornos mentais graves e persistentes presentes. Vinculadas a esses estabelecimentos, existem 27 Unidades de Acolhimento voltadas para o público infanto-juvenil, que promovem cuidado, apoio e abrigo. Em 2023, essa rede foi expandida, com habilitação de 28 novas unidades e previsão de 72 duas novas unidades. Com o Programa de Aceleração do Crescimento, o Novo PAC, 55 outras unidades estão previstas para construção. </p>



<p></p>



<p>Fonte: <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2024/outubro/dia-mundial-da-saude-mental-governo-federal-aumenta-custeio-anual-da-rede-de-atencao-psicossocial-em-r-383-milhoes">https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2024/outubro/dia-mundial-da-saude-mental-governo-federal-aumenta-custeio-anual-da-rede-de-atencao-psicossocial-em-r-383-milhoes</a></p>
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		<title>Ministério da Saúde inicia nova fase do Plano de Expansão da Radioterapia (PER-SUS)</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Nov 2024 02:15:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Para ampliar e qualificar o acesso ao tratamento do câncer em todo o país, o Ministério da Saúde inicia nova fase do Plano de Expansão da Radioterapia no Sistema Único de Saúde (PER-SUS), por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Dentro da primeira fase do plano, o SUS registrou 34.331 tratamentos oncológicos das mamas em [&#8230;]]]></description>
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<p class=" ">Para ampliar e qualificar o acesso ao tratamento do câncer em todo o país, o Ministério da Saúde inicia nova fase do Plano de Expansão da Radioterapia no Sistema Único de Saúde (PER-SUS), por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Dentro da primeira fase do plano, o SUS registrou 34.331 tratamentos oncológicos das mamas em 2023, um aumento de 9% com relação a 2022. De janeiro a julho deste ano, já foram registrados 21.811 tratamentos. Com o novo PER-SUS, a meta é ampliar ainda mais.</p>



<p class=" ">Uma das principais razões para o aumento foi o investimento de R$ 575 milhões pelo Ministério da Saúde, através da primeira etapa do PER-SUS, destinado a obras, projetos, fiscalização e aquisição de equipamentos para tratamentos oncológicos. Das 92 soluções previstas, que incluem tanto equipamentos quanto infraestrutura, 62 já foram concluídas. Além disso, 34 soluções de radioterapia foram contempladas no novo PAC. Destas, 23 estão na fase final de construção, com o acelerador linear já em processo de instalação.</p>



<p class=" "><strong>Novo PER-SUS</strong></p>



<p class=" ">Com a elaboração do novo PER-SUS, por meio do PAC, a previsão é substituir 56 equipamentos de radioterapia obsoletos em vários hospitais, em todo o território nacional.</p>



<p class=" ">Além disso, o programa vai contribuir para estruturação de parceria público-privada na construção do novo campus do Instituto Nacional do Câncer (Inca) e dois novos Centros Especializados do Grupo Hospitalar Conceição (GHC). “O Ministério da Saúde quer expandir o atendimento em radioterapia no SUS, fortalecendo a rede de atenção à saúde para o controle do câncer”, afirma o secretário de Atenção Especializada à Saúde da pasta, Adriano Massuda.</p>



<p class=" ">O plano de expansão da radioterapia integraliza o tratamento oncológico em um mesmo hospital, otimizando a utilização dos recursos humanos e diminuindo vazios assistenciais em radioterapia. A meta é finalizar o programa até meados de 2025.<br><strong><br>Tratamento bem-sucedido</strong></p>



<p class=" ">Uma das pacientes do SUS foi Maria Rosinete Pereira da Silva, 55 anos, moradora de Santarém, no Pará. Ela precisou parar o trabalho de diarista por conta do câncer de mama. Mãe de três filhos e avó de três netos, Rosinete chorou ao saber do diagnóstico e buscou, na família, forças para começar o tratamento. “No banho, eu descobri o caroço. Logo procurei um médico que pediu a biópsia e foi detectado o câncer”, relata.</p>



<p class=" ">Por ser um tratamento longo e de grande valor financeiro, Rosinete foi buscar ajuda na rede pública. “Meu tratamento foi todo feito pelo SUS, no Hospital Regional de Santarém. Fui muito bem atendida, e recebi todo o apoio necessário”, afirma.<br><br>O tratamento durou mais de um ano com 16 sessões de quimioterapia e 16 de radioterapia. Hoje, ela recebe acompanhamento frequentemente e, de três em três meses, volta ao hospital para realizar mamografia e outros exames de rotina.</p>



<p></p>



<p>Fonte: <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2024/outubro/ministerio-da-saude-inicia-nova-fase-do-plano-de-expansao-da-radioterapia-per-sus">https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2024/outubro/ministerio-da-saude-inicia-nova-fase-do-plano-de-expansao-da-radioterapia-per-sus</a></p>
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